A fisioterapia nos Estados Unidos vive um momento de forte crescimento e transformação, sendo impulsionada pelo envelhecimento da população, pelo avanço da tecnologia em saúde e por mudanças no modelo de cuidado ao paciente.
Assim, a profissão vem ganhando cada vez mais protagonismo dentro do sistema de saúde americano, e para fisioterapeutas brasileiros que desejam atuar no exterior, compreender o cenário da fisioterapia é essencial para tomar decisões estratégicas.
Neste artigo, você vai entender quais são as principais tendências da fisioterapia nos Estados Unidos em 2026, as áreas em alta e como os fisioterapeutas brasileiros podem se posicionar para aproveitar essas oportunidades.
Perguntas frequentes sobre a fisioterapia nos Estados Unidos em 2026
1. Quais áreas da fisioterapia estarão mais em alta nos Estados Unidos?
Geriatria, ortopedia, neurologia e esportiva são algumas das áreas com maior crescimento previsto.
2. É necessário ter especialização para atuar nos Estados Unidos?
A comprovação acadêmica é uma obrigação no processo de imigração, já a especialização não é obrigatória em todos os casos, mas aumenta a empregabilidade.
3. O inglês é realmente indispensável?
Sim, pois o domínio do inglês técnico é fundamental para atuação clínica e integração às equipes.
4. Vale a pena começar a se preparar agora?
- Mais de 240 mil fisioterapeutas estavam empregados no país em 2023;
- A expectativa é de mais de 38 mil novas vagas na próxima década;
- Em termos salariais, a média anual para fisioterapeutas gira em torno de US$ 97.720, podendo ultrapassar US$ 120 mil em alguns estados;
- A demanda cresce especialmente em regiões com grande concentração de idosos, como Flórida, Califórnia e Arizona.
- O envelhecimento da população;
- O aumento de doenças crônicas;
- A maior conscientização sobre reabilitação e prevenção.

Como é o mercado de fisioterapia nos Estados Unidos? Oportunidades, salários e áreas em alta
1. Reabilitação com realidade virtual e biofeedback
Uma das tendências mais marcantes da fisioterapia nos Estados Unidos é o uso crescente de tecnologias avançadas na reabilitação, como realidade virtual, biofeedback e dispositivos vestíveis.
A realidade virtual vem sendo utilizada para tornar os exercícios mais imersivos, motivadores e personalizados, especialmente em reabilitação neurológica, ortopédica e pós-cirúrgica.
Já o biofeedback permite ao paciente visualizar, em tempo real, o desempenho muscular, postural ou respiratório, aumentando a adesão ao tratamento e a eficácia das intervenções.
Dessa forma, para o fisioterapeuta, essas tecnologias exigem novas competências, como interpretação de dados, adaptação de protocolos e capacidade de integrar tecnologia ao cuidado humano.
2. Foco em prevenção e fisioterapia integrativa
Outra mudança importante no cenário da fisioterapia americana é o fortalecimento da abordagem preventiva e integrativa.
Aqui, o foco deixa de ser apenas a reabilitação após lesões e passa a incluir a prevenção de problemas musculoesqueléticos, o gerenciamento da dor crônica e a promoção da qualidade de vida.
Assim, a fisioterapia integrativa envolve a atuação conjunta com outras áreas da saúde, como medicina, enfermagem, nutrição e psicologia, e considera fatores físicos, emocionais e comportamentais.
Nos Estados Unidos, esse modelo é cada vez mais valorizado por planos de saúde e instituições, pois contribui para melhores resultados clínicos e redução de custos a longo prazo.
Reabilitação com realidade virtual e biofeedback
3. Tendência da atuação interdisciplinar no sistema de saúde americano
- Fisioterapia geriátrica: o envelhecimento da população aumenta a demanda por profissionais capacitados para lidar com mobilidade reduzida, prevenção de quedas, reabilitação pós-cirúrgica e doenças crônicas;
- Fisioterapia ortopédica: continua sendo uma das áreas mais requisitadas, especialmente em casos de lesões musculoesqueléticas, cirurgias ortopédicas e dores crônicas;
- Fisioterapia neurológica: o aumento de casos de AVC, doenças neurodegenerativas e traumas neurológicos impulsiona a procura por fisioterapeutas especializados nessa área;
- Fisioterapia esportiva: com o crescimento do esporte profissional e amador, há demanda constante por prevenção de lesões, reabilitação e melhoria de desempenho físico.
Logo, essas áreas oferecem boas perspectivas para quem deseja se inserir no mercado americano de fisioterapia em 2026, especialmente quando combinadas com certificações e experiência relevante.
Como o fisioterapeuta brasileiro pode se preparar para esse cenário
- Investir no domínio do inglês técnico, com foco em comunicação clínica e documentação profissional;
- Buscar atualização constante sobre tecnologias e tendências da área;
- Escolher especializações alinhadas às demandas do mercado americano;
- Entender o processo de revalidação do diploma e as exigências legais para atuação;
- Desenvolver habilidades comportamentais, como adaptação cultural e trabalho em equipe.

Como o fisioterapeuta brasileiro pode se preparar para esse cenário
A fisioterapia americana em 2026 será marcada por inovação tecnológica, foco em prevenção, atuação interdisciplinar e alta demanda por profissionais qualificados.
Para os fisioterapeutas brasileiros, esse cenário representa uma oportunidade concreta de crescimento profissional, desde que haja planejamento, atualização e compreensão das exigências do mercado americano.
Desse modo, quanto antes o profissional começar a se organizar, maiores serão as suas chances de se destacar e construir uma carreira sólida no país.
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