Realizar uma transição profissional para outro país exige planejamento, paciência e, principalmente, atenção à documentação.
Para quem se formou fora dos Estados Unidos e deseja atuar em sua área dentro do país, validar o diploma é uma das etapas mais importantes do processo.
Assim, com o procedimento feito corretamente, é possível garantir que a formação acadêmica obtida no Brasil seja reconhecida por instituições e conselhos americanos, permitindo o exercício legal da profissão.
Neste guia completo, você vai entender quais são os principais documentos para validar diploma nos Estados Unidos, especialmente nas áreas da saúde, e como funciona o processo passo a passo.
Perguntas frequentes sobre documentos e validação de diploma nos Estados Unidos
1. Preciso traduzir todos os meus documentos?
Sim. Todo documento em português deve ser traduzido por um tradutor juramentado. Em alguns casos, é necessário também apostilar os originais.
2. Quanto tempo leva o processo completo de validação?
Depende da profissão e da complexidade do caso. Em média, o processo leva de 1 a 3 anos, considerando a tradução, equivalência, exames e eventuais complementações.
3. Quais são os principais custos envolvidos?
Os valores variam conforme o órgão e o tipo de exame, mas incluem a tradução (R$ 50 a R$ 150 por página) e os exames técnicos que podem ultrapassar US$ 1.000 cada.
4. Posso começar a trabalhar enquanto o processo está em andamento?
Em geral, não. É preciso ter a licença emitida pelo board estadual. No entanto, algumas funções de suporte, como assistente clínico ou pesquisador, podem ser exercidas enquanto o processo de validação está em curso.
Tradução juramentada
O primeiro passo na validação de um diploma estrangeiro é garantir que toda a documentação acadêmica seja traduzida para o inglês, de forma oficial, por meio da tradução juramentada, a qual é exigida por órgãos americanos.
Dessa forma, confere-se a validade legal ao documento traduzido, assegurando que o conteúdo seja fiel ao original.
Entre os principais documentos que precisam ser traduzidos estão:
- Diploma de graduação e, quando houver, de pós-graduação;
- Histórico escolar completo, com carga horária e notas;
- Programas das disciplinas cursadas (em alguns casos, solicitados para análise de conteúdo);
- Certificados de estágios, residências ou experiências clínicas;
- Documentos de identificação pessoal (como RG, CPF e passaporte, quando exigidos).
Apesar das documentações solicitadas serem padronizadas durante o processo, há instituições que podem ter requisitos específicos.
Algumas organizações, por exemplo, podem solicitar que a tradução seja feita por tradutores americanos certificados pela ATA (American Translators Association).
Além disso, é comum que os órgãos solicitantes peçam que os documentos sejam enviados diretamente da universidade brasileira para a instituição americana, reforçando a autenticidade das informações e evitando fraudes.
Entrada na acreditação
Com os documentos traduzidos e legalizados, o próximo passo é enviá-los para uma agência de acreditação educacional, a qual é responsável por avaliar e emitir o relatório de equivalência.
Ou seja, essas organizações, como a ECE e a WES, por exemplo, analisam a formação acadêmica obtida fora dos Estados Unidos e a comparam com os padrões educacionais americanos, indicando se o diploma é equivalente a um curso de graduação local.
- Criação de um cadastro na plataforma da agência escolhida;
- Envio digital ou físico dos documentos (originais e traduzidos);
- Pagamento da taxa de avaliação;
- Análise dos documentos e emissão do relatório final de equivalência.
Assim, o procedimento confirma que o candidato tem uma formação compatível com a exigida nos Estados Unidos.
Já para médicos, dentistas e fisioterapeutas, essa avaliação é obrigatória antes de qualquer exame técnico ou licenciamento.
Teste de validação
Logo após a equivalência acadêmica, o candidato deve comprovar o conhecimento técnico e prático por meio de exames específicos aplicados por órgãos reguladores americanos.
Esses testes variam conforme a área. Por exemplo:
- Medicina: o profissional deve realizar as etapas do USMLE (United States Medical Licensing Examination), que avalia desde conhecimentos básicos até habilidades clínicas.
- Odontologia: o candidato precisa se submeter ao INBDE (Integrated National Board Dental Examination), prova unificada que valida competências teóricas e práticas.
Cada um desses testes tem custos específicos, prazos de inscrição e exigências de documentação, como:
- Passaporte válido;
- Relatório de equivalência educacional;
- Histórico de notas e certificados;
- Comprovante de pagamento da taxa de exame;
- Carta de elegibilidade emitida pelo órgão regulador (como a ECFMG para médicos).
Além dos custos diretos com a prova, é comum que os candidatos invistam em cursos preparatórios, materiais de estudo e taxas adicionais caso precisem refazer o exame.
Finalização do restante das disciplinas
Em alguns casos, o relatório de equivalência pode indicar que a formação estrangeira não cobre integralmente o currículo americano, especialmente nas áreas da saúde.
Quando isso acontece, o profissional precisa complementar disciplinas em uma universidade credenciada nos Estados Unidos antes de seguir para o estágio ou para o exame de licenciamento.
Estágio profissional
Após a conclusão das etapas acadêmicas, muitas universidades exigem a realização de um estágio supervisionado, o qual tem como objetivo garantir que o profissional estrangeiro esteja adaptado à rotina e às normas americanas.
Na prática, essa fase inclui:
- Acompanhamento em clínicas, hospitais ou laboratórios;
- Supervisão por profissionais licenciados;
- Avaliações de desempenho técnico e ético;
- Relatórios e feedbacks sobre a prática clínica.
O estágio pode durar de seis meses a dois anos, e normalmente envolve custos com inscrição, seguro de responsabilidade profissional (malpractice insurance), uniformes e taxas administrativas.
Como validar o diploma nos Estados Unidos?
O processo de validação pode variar ligeiramente entre estados e profissões, mas segue uma sequência geral de etapas:
- Organização da documentação acadêmica e pessoal;
- Tradução juramentada;
- Envio para uma agência de acreditação (como WES ou ECE);
- Recebimento do relatório de equivalência;
- Cumprimento das exigências complementares (disciplinas, cursos ou exames);
- Aprovação em provas técnicas e práticas específicas da área;
- Solicitação de licença profissional junto ao board estadual.
É um caminho longo e repleto de detalhes burocráticos, e por isso contar com orientação especializada faz toda a diferença.
A MIG, por exemplo, auxilia profissionais brasileiros a compreenderem cada etapa do processo, organizarem documentos e traçarem um plano estratégico personalizado.
A consultoria oferece acompanhamento completo, desde a escolha do órgão de acreditação até o planejamento financeiro e a preparação para os exames.
Conclusão
Validar um diploma nos Estados Unidos é um processo desafiador, mas totalmente possível com organização e orientação adequada.
O primeiro passo é compreender quais são os documentos necessários para validar o diploma e quais exigências se aplicam à sua área profissional.
Médicos, dentistas e outros profissionais da saúde precisam estar preparados para traduzir e legalizar documentos, comprovar a equivalência educacional e passar por exames rigorosos.
Embora o processo possa parecer extenso, cada etapa tem um propósito: assegurar que o profissional estrangeiro atue com a mesma competência e responsabilidade exigida nos Estados Unidos.
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